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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Madre Tereza

Religiosa indiana de origem albanesa (27/8/1910-5/9/1997). Prêmio Nobel da Paz de 1979 pelo trabalho de solidariedade para com os pobres e doentes, foi chamada em vida de a "santa dos desamparados". Nasce em Skopje, hoje capital da Macedônia, filha de um próspero comerciante albanês, com o nome Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Aos 18 anos faz a opção pela vida religiosa e vai para a Índia, onde leciona durante 16 anos em um colégio religioso para moças ricas. Em 1944 muda-se para Calcutá e passa a dar assistência a pobres e doentes, dizendo obedecer a um chamado de Deus.
Em 1949 funda a Ordem das Missionárias da Caridade. Sob sua orientação, a ordem constrói uma colônia para leprosos perto de Asansol, na Índia, que recebe o nome de Shantinagar (Cidade da Paz). Suas obras sociais se multiplicam pelo mundo todo, e hoje a ordem mantém missões em 111 países, entre eles o Brasil.
Em 1979, Madre Teresa ganha o Prêmio Nobel da Paz em reconhecimento a seu trabalho. Recebe críticas em vida por não se importar com a origem do dinheiro arrecadado para financiar sua cruzada, aceitando doações de pessoas como Jean-Claude Duvalier, ex-ditador do Haiti. Mesmo doente, trabalha até morrer, de ataque cardíaco, em Calcutá, aos 87 anos.



Sathya Sai Baba

 


Sathya Sai Baba nasceu em 23 de novembro de 1926, numa pequena vila no sul da Índia, chamada Puttaparthi, no estado de Andhra Pradesh. Ele residiu lá até 24 de abril de 2011, onde recebeu durante mais de 80 anos milhares de visitantes do mundo inteiro em sua comunidade espiritual (ashram), chamada Prasanthi Nilayam, que significa "Morada da Paz Suprema" (shanti=paz, pra=suprema, nilayam=morada).
De um pequeno salão rústico onde se reuniam para cantar e aprender os ensinamentos sagrados, em sua juventude, hoje Puttaparthi conta com estação de trem e até aeroporto, para receber o fluxo surgido do crescente e incessante movimento de pessoas que, ao ouvir falar sobre Sai Baba, manifestavam a vontade de conhecê-lo pessoalmente.
Atualmente, Prasanthi Nilayam conta até com Planetário e Estúdio Digital, bem como um Estádio de Esportes, diversas residências, acomodações para os visitantes, refeitórios (ocidental e indiano), bem como o Templo principal, conhecido como Mandir, para a celebração de festividades, sendo também espaço para meditações e outras práticas espirituais.
Apesar de muitos se aproximarem por curiosidade, o ashram, onde vivia Sai Baba, não é um lugar turístico, e sim um local onde um grupo de pessoas está voltado para um objetivo comum, que é a obtenção da Paz Interior através de íntima comunhão com o sagrado, com o Divino. Visando a alcançar tal objetivo, busca-se colocar em prática as orientações de Sai Baba, tais como: silêncio, meditação, serviço altruísta, canto de nomes sagrados, auto-questionamento e amor incondicional.
A melhor maneira de conhecer Sathya Sai Baba é praticando seus ensinamentos. Conforme diz Sai Baba, "O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.O amor vive de dar e perdoar e o egoísmo vive de tomar e esquecer."
Sua vida é um exemplo de amor desinteressado. Ele costuma afirmar "minha vida é minha mensagem". Com relação às religiões, Sai Baba diz:
"Deixem que existam diferentes religiões, deixem que floresçam, deixem que a glória Divina seja louvada em todos os idiomas do mundo. Respeitem as diferenças entre religiões e reconheçam-nas como válidas, sempre que estas diferenças não tratem de extinguir a chama da irmandade do homem e a paternidade de Deus."
No ashram de Sathya Sai Baba, onde ele reside, no Sul da Índia, são comemoradas festividades como o Natal, o dia de Krishna, o dia de Buda, o dia das Mães, entre outras.
No Natal, Sai Baba fala sobre a mensagem de Jesus e nos ensina sobre sua vida, com a ênfase no amor e na unidade que Jesus promovia e praticava.
No dia de Krishna, Sai Baba narra episódios em que as ações de Krishna exemplificam a conduta amorosa e sábia com a qual lidava com as situações.
Na ocasião comemorativa de Buda, Sai Baba nos explica a essência dos ensinamentos de Buda, como o cultivo das qualidades superiores pela quietude e silêncio, mas principalmente a atitude da não-violência em ação, pensamento e palavra.
No dia das Mães, assim como no dia das mulheres - e Baba estabeleceu o dia 19 de todos os meses como dia das mulheres - Sathya Sai louva o feminino nos recordando do amor maternal como manifestação mais tangível do supremo Amor divino. Um destaque muito grande é dado às virtudes e responsabilidades das mulheres que, enquanto mães, estarão educando a futura humanidade.
Com relação à educação, Sathya Sai Baba é bastante claro: "A verdadeira finalidade da educação é a formação do caráter."
Em função de sua proposta educacional centrada nos Valores Humanos universais da verdade, paz, não-violência, amor e retidão, Sathya Sai conduziu a construção de escolas e universidades, atendendo a moças e rapazes desde o jardim da infância até o nível superior.

Fonte: Wikipédia


Léon Denis




Aos 18 anos, tomou-se representante comercial da empresa onde trabalhava, fato que o obrigava a viagens constantes, situação que se manteve até a sua reforma e manteve ainda depois por mais algum tempo. Adorava a música e sempre que podia assistia a uma ópera ou concerto. Gostava de dedilhar, ao piano, árias conhecidas e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano e não fazia uso de bebidas fermentadas. Encontrava na água a sua bebida ideal.
Era seu hábito olhar, com interesse, para os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com 18 anos, o chamado acaso fez com que a sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado. Esse livro era O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar, entregou-se com avidez à leitura. O próprio Denis disse: Nele encontrei a solução clara, completa e lógica, acerca do problema universal. A minha convicção tornou-se firme. A teoria espírita dissipou a minha indiferença e as minhas dúvidas.
O ano de 1882 marca, em realidade, o início do seu apostolado, durante o qual teve que enfrentar sucessivos obstáculos: o materialismo e o positivismo que olham para o Espiritismo com ironia e risadas e os crentes das demais correntes religiosas, que não hesitam em aliar-se aos ateus, para o ridicularizar e enfraquecer. Léon Denis, porém, como bom paladino, enfrenta a tempestade. Os companheiros invisíveis colocam-se ao seu lado para encorajá-lo e exortá-lo à luta. Coragem, amigo − diz-lhe o Espírito de Jeanne − estaremos sempre contigo para te sustentar e inspirar. Jamais estarás só. Meios ser-te-ão dados, em tempo, para bem cumprires a tua obra.
A 2 de novembro, de 1882, dia de Finados, um evento de capital importância produziu-se na sua vida: a manifestação, pela primeira vez, daquele Espírito que, durante meio século, havia de ser o seu guia, o seu melhor amigo, o seu pai espiritual − Jerônimo de Praga −, que lhe disse: Vai meu filho. Pela estrada aberta diante de ti. Caminharei atrás de ti para te sustentar.
A partir de 1910, a visão de Léon Denis foi, dia após dia, enfraquecendo. A operação a que se submetera, dois anos antes, não lhe proporcionara nenhuma melhora, mas suportava, com calma e resignação, a marcha implacável desse mal que o castigava desde a juventude. Aceitava tudo com estoicismo e resignação. Jamais o viram queixar-se.
Todavia, é possível supor quão grande devia ser o seu sofrimento. Apesar disso, mantinha volumosa correspondência. Jamais se aborrecia; amava a juventude e possuía a alegria da alma. Era inimigo da tristeza. O mal físico, para ele, devia ser bem menor do que a angústia que experimentava pelo fato de não mais poder manejar a pena. Secretárias ocasionais substituíam-no nesse ofício. No entanto, a grande dificuldade para Denis, consistia em rever e corrigir as novas edições dos seus livros e dos seus escritos. Graças, porém, ao seu espírito de ordem e à sua incomparável memória, superava todos esses contratempos, sem molestar ou importunar os amigos.
Após a I Grande Guerra, aprendeu Braille, o que lhe permitiu fixar no papel os elementos de capítulos ou artigos que lhe vinham ao Espírito, pois, nesta época da sua vida, estava, por assim dizer, quase cego.
Em março de 1927, com 81 anos de idade, terminara o manuscrito que intitulou de O Gênio Céltico e o Mundo Invisível. Neste mesmo mês, a Revue Spirite publicava o seu derradeiro artigo.
Terça-feira, 12 de março, de 1927, pelas 13 horas, respirava Denis com grande dificuldade. A pneumonia atacava-o novamente. A vida parecia abandoná-lo, mas o seu estado de lucidez era perfeito. As suas últimas palavras, pronunciadas com extraordinária calma, apesar da muita dificuldade, foram dirigidas à sua empregada Georgete: É preciso terminar, resumir e… concluir. Fazia alusão ao prefácio da nova edição biográfica de Kardec. Neste preciso momento, faltaram-lhe completamente as forças, para que pudesse articular outras palavras. Às 21h o seu Espírito alou-se. O seu semblante parecia ainda em êxtase.
As cerimônias fúnebres realizaram-se a 16 de abril. A seu pedido, o enterro foi modesto e sem o ofício de qualquer Igreja confessional. Está sepultado no cemitério de La Salle, em Tours.
Escreveu, entre outras, as seguintes obras:
Cristianismo e Espiritismo (FEB)
Depois da Morte (FEB)
Espíritos e Médiuns (CELD)
Joana D’Arc, Médium (FEB)
No Invisível (FEB)
O Além e a Sobrevivência do Ser (FEB)
O Espiritismo e o Clero Católico (CELD)
O Espiritismo na Arte (Lachâtre)
O Gênio Céltico e o Mundo Invisível (CELD)
O Grande Enigma (FEB)
O Mundo Invisível e a Guerra (CELD)
O Porquê da Vida (FEB)
O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB)
O Progresso (CELD)
Provas Experimentais da Sobrevivência
Socialismo e Espiritismo (O Clarim)
Fonte: O Consolador e Wikipédia